[Fertilcare] – Informações coronavírus

A FertilCare está muito atenta em relação à COVID-19. Com o intuito de orientar nossas pacientes, estaremos atualizando as informações baseando-se em evidências científicas. Conte conosco

SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Atualmente, pouco se sabe sobre o impacto do COVID-19 na reprodução e gravidez.

Há relatos de mulheres que deram positivo para COVID-19 dando à luz recém-nascidos livres da doença.

Até o momento existem três casuísticas publicadas sobre os aspectos obstétricos e perinatais da COVID-19.

Os dados mais recentes da literatura copilados por grupo do Reino Unido, que incluem inclusive as gestantes apresentadas nos trabalhos anteriormente citados, avalia a evolução de 32 grávidas infectadas com COVID-19, apesar de duas necessitarem de internação em Unidade de Terapia Intensiva (6%), não houve registro de mortalidade materna até o momento (uma delas ainda se mantem internada). Dentre os nascimentos, 47% foram pré-termo, embora os motivos que levaram a prematuridade não foram relatados. Não houve registro de contaminação vertical. Não há casuística que permita avaliação dos eventuais efeitos do COVID-19 nas gestações de primeiro trimestre. O artigo orienta que a via de parto seja por determinação obstétrica, e que toda gestante sintomática com teste positivo, por prudência, seja internada.

Esses dados devem ser interpretados com bastante cautela, uma vez que são oriundos de um número reduzido de casos.

Outras formas de coronavírus (4, 5) têm sido associadas a um aumento de resultados adversos durante a gravidez, mas dados específicos do COVID-19 ainda não estão disponíveis.

Dadas as informações que possuímos, embora seja aconselhável que indivíduos com infecção por COVID-19 confirmada ou presumida evitem a gravidez, parece não haver motivo de alarme para as mulheres que já estão grávidas.

No entanto, pacientes com alta probabilidade de ter COVID-19 (febre e/ou tosse, falta de ar e exposição a menos de um metro e meio de um paciente confirmado com COVID-19 e dentro de 14 dias após o início dos sintomas, ou um resultado positivo do teste para COVID-19) devem postergar o tratamento para obtenção de uma gravidez.

Para pacientes sintomáticos que estiverem em vigência de tratamento da infertilidade, sugerimos que seja cancelado o procedimento ou oferecido o congelamento de todos os oócitos ou embriões, evitando-se a transferência de embriões até que estejam livres da doença e a situação no país esteja normalizada.

Em virtude das incertezas e falta de evidências robustas na literatura, sugerimos que pacientes assintomáticos, sem suspeitas de contágio, que planejam realizar tratamento de reprodução assistida com gametas próprios ou usar ovodoação, espermatozóides de doador ou útero de substituição, também devem postergar o início de qualquer tratamento para obtenção de uma gravidez até que a situação no país relativa ao COVID-19 esteja controlada.

Lembramos que as orientações da ANS (Agencia Nacional de Saúde Suplementar) são de adiar consultas, exames e cirurgias que não são urgentes, além do Ministério da Saúde, e da OMS, orientarem veementemente a necessidade da população se manter em domicilio, evitar aglomerações, e evitar idas desnecessárias a hospitais ou serviços de saúde.

 Para pacientes assintomáticos que já iniciaram o tratamento da infertilidade, sugerimos que seja oferecido o congelamento de todos os oócitos ou embriões.

Ressaltamos que casos individuais devem ser discutidos com o médico assistente, uma vez que existem situações especiais onde adiar o tratamento de infertilidade representaria prejuízo nas chances futuras de gestação.

Fonte:

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