O mundo nunca foi tão infértil. A queda da taxa de fecundidade mundial caiu pela metade nos últimos 67 anos, ao ponto de alguns países não conseguirem mais registrar nascimentos de bebês suficientes para manter sua população atual.

No Brasil, o índice é de 1,8, abaixo da média mundial. Considerando que o país apresentava uma taxa de 6,2 em 1960, temos sofrido um processo de mudança das configurações de fecundidade e longevidade muito acelerado. A médica especialista em reprodução humana Carla Maria Martins da Silva acredita que o impacto das políticas públicas de saúde e o maior acesso das mulheres à educação e ao mercado de trabalho nas últimas décadas estão entre as razões desse fenômeno.

“Metade das gestações do Brasil ainda é indesejada e as taxas de gravidez na adolescência continuam altas, mas hoje há uma oferta maior e melhor de métodos contraceptivos, o que permite que as mulheres planejem a maternidade”, explica. “Além disso, a melhora no nível cultural, educacional e econômico tem feito com que elas decidam ser mães mais tarde, com 38, 40 anos. Elas terminam o doutorado, conhecem o mundo, ascendem no trabalho e, depois, pensam em ter filhos”, ilustra a também diretora do centro de reprodução humana FertilCare, em Brasília.

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